Joga5, o mais raiz!

Resenha #14 – Joga5 2026

E aí, meus amigos! Somando os catetos dos quadrados da hipotenusa, o Joga5 2026 chegou naquele ponto em que a matemática começa a entrar em quadra antes dos jogadores.

Faltam duas rodadas para o fim da primeira fase, mas nem todo mundo tem dois x1 pela frente. Uruguai, Alemanha, Chile, Bélgica, Romênia, Suécia, Turquia, Tchecoslováquia, Itália, Espanha, EUA e Gales ainda possuem dois x1. Já a Inglaterra tem apenas um x1. A Holanda já mamou e está matematicamente eliminada.

Os quatro primeiros passarão por média e vão direto para as quartas. Do quinto ao décimo segundo, ficaram de recuperação e terão que jogar o play-in. Os dois últimos são os mais novos repetentes de 2027.

E eu, Tristão Garcia, e meu auxiliar, Sujiro Kimimami, passamos a madrugada fazendo contas complexas, envolvendo a fórmula de Bhaskara, números fatoriais, primos (alguém viu ele!? Anda mais sumido que o Kureski) e raízes quadradas para chegar nesses resultados, já que somos contra o uso de IA.

Foram 47 planilhas, 18 cafés, 75 fórmulas compartilhadas por bluetooth nas HP’s e algumas discussões, até chegarmos nos seguintes resultados.

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🇺🇾 URUGUAI — 33 PONTOS

Chance de terminar no G4: 100%

O Uruguai já não está mais disputando classificação. Está disputando a história. O Sujiro Kimimami me mostrou uma notícia que, no supercomputador da Opta, já é Uruguai campeão.

São 11 jogos, 11 vitórias, 66 gols marcados e apenas 14 sofridos. O time tem 52 de saldo e abriu nove pontos para a Alemanha.

A conta é simples: já é campeão e só aguarda quem vai derrotar nas quartas, semi e final, apesar de ter como últimos adversários na primeira fase a Romênia e o Chile. Ou seja, ainda terá pela frente dois dos melhores times do campeonato.

Minha matemática diz que o Uruguai termina com 39 pontos.

Minha matemática também diz que, se esse time perder, alguém vai precisar explicar o que aconteceu.

Cálculo final: 39 pontos.

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🇩🇪 ALEMANHA — 24 PONTOS

Chance de terminar no G4: 99%

A Alemanha é o famoso time que não faz muito barulho, mas quando você olha a tabela está lá em cima.

24 pontos, 49 gols marcados e saldo positivo de 16.

E o calendário ajuda: Espanha e Itália.

Para ficar fora do G4, a Alemanha teria que fazer um esforço considerável, que já começou na derrota que ressuscitou a Inglaterra.

E considerando que Espanha e Itália ocupam atualmente a parte de baixo da tabela, a tendência é que a Alemanha faça seu trabalho e continue tranquila.

Palpite: 6 pontos nas duas rodadas.

Cálculo final: 30 pontos e em segundo lugar.

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🇨🇱 CHILE — 23 PONTOS

Chance de terminar no G4: 98%

O Chile está em terceiro e tem 64 gols marcados, o segundo melhor ataque do torneio.

Só que os próximos jogos são Itália e Uruguai.

Ou seja, o calendário resolveu testar a fé e a paciência chilena do Priba justamente na reta final.

Se vencer a Itália, garante o G4. Depois, ainda pode entrar em quadra contra o Uruguai disputando a segunda posição.

A matemática é favorável, mas o Chile não pode se dar ao luxo de brincar muito.

Palpite: 3 pontos.

Cálculo final: 26 pontos e garante a vaga nas quartas.

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🇧🇪 BÉLGICA — 18 PONTOS

Chance de terminar no G4: 70%

Aqui começa o problema, principalmente devido à síndrome de protagonista de um certo goleiro.

A Bélgica está em quarto, mas tem Romênia, Suécia e Turquia respirando no pescoço.

O lado positivo é que ainda depende muito de si. Enfrenta EUA e Espanha. Dois adversários que estão abaixo na tabela.

O lado negativo é que seu goleiro passa muito frio nos jogos e, por isso, gosta de uma cobertura, sempre que possível.

Se fizer seis pontos, chega a 24 e provavelmente garante o G4.

Se fizer três, entra naquela zona deliciosa de depender de combinação de resultados.

E estamos falando da Bélgica, então obviamente ninguém pode esperar tranquilidade.

Palpite: 4 pontos.

Cálculo final: 22 pontos e fica no G4.

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🇷🇴 ROMÊNIA — 18 PONTOS

Chance de terminar no G4: 25%

A Romênia está empatada com a Bélgica, mas o calendário não teve pena.

Uruguai e Inglaterra.

Contra o líder, qualquer ponto já pode ser considerado lucro.

Contra a Inglaterra, porém, é obrigação vencer. Para ambos.

Se fizer seis pontos, chega a 24 e coloca pressão enorme na Bélgica.

Mas se perder para o Uruguai, provavelmente terá que se contentar com a briga pelo play-in. Estranhamente, durante os cálculos das chances da Romênia, o notebook e todos os eletrônicos travaram e começaram a exibir uma mensagem sobre inscrição no Joga5. Estranho, para dizer o mínimo.

Palpite: 3 pontos.

Cálculo final: 21 pontos e vai para o play-in.

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🇸🇪 SUÉCIA — 17 PONTOS

Chance de terminar no G4: 15%

Aqui temos um dos times que pode mudar completamente a tabela.

17 pontos e dois confrontos diretos: Turquia e Gales.

Se vencer os dois, chega a 23.

Aí, meus amigos, começa a matemática do desespero.

Bélgica e Romênia teriam que tropeçar, mas a Suécia poderia chegar na última rodada sonhando com o G4.

O problema é que também pode ser como um chute fake do carismático Coxinha (que por acaso é athleticano) e terminar a primeira fase com 17 e começar a olhar para trás.

Palpite: 4 pontos.

Cálculo final: 21 pontos e garante play-in.

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🇹🇷 TURQUIA — 16 PONTOS

Chance de terminar no G4: 8%

A Turquia ainda está viva.

E enfrenta justamente a Suécia e EUA.

Dois jogos que valem ouro.

Se ganhar os dois, chega a 22 pontos e começa a secar Bélgica e Romênia.

Mas existe uma questão variável que nenhum matemático consegue colocar na fórmula:

Kureski vai jogar?

Porque, dependendo da resposta, minhas projeções precisam de uma planilha completamente diferente.

Palpite: 3 pontos.

Cálculo final: 19 pontos e vai ao play-in.

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🇨🇿 TCHECOSLOVÁQUIA — 15 PONTOS

Chance de terminar no G4: 5%

A Tcheca tem 15 pontos e enfrenta Gales e Holanda.

É uma situação curiosa para um time pesado.

Contra Gales, ninguém espera muita coisa das duas equipes.

Contra a Holanda, três pontos são praticamente obrigação e é a cara do Homer perder esse jogo.

Então o cenário mais provável é chegar aos 18 pontos.

Para entrar no G4, precisaria vencer as duas partidas e torcer para uma quantidade absurda de resultados.

Ou seja: matematicamente possível.

Humanamente questionável.

Palpite: 3 pontos.

Cálculo final: 18 pontos e joga o play-in.

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🇮🇹 ITÁLIA — 15 PONTOS

Chance de terminar no G4: 3%

A Itália tem 15 pontos e ainda enfrenta Chile e Alemanha.

O Sujiro Kimimami recomendou não olhar diretamente para o calendário e, se possível, se benzer antes de entrar em quadra.

Para chegar ao G4, precisaria provavelmente vencer os dois e torcer por uma combinação enorme de resultados.

O cenário mais provável é terminar entre 15 e 18 pontos e disputar o play-in.

Isso, claro, se todos conseguirem comparecer aptos para a prática do ludopédio.

Porque na Itália não basta estar inscrito.

Tem que estar inteiro.

E depois tem que aparecer.

Palpite: 1 ponto.

Cálculo final: 16 pontos e vai para o play-in.

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🇪🇸 ESPANHA — 13 PONTOS

Chance de terminar no G4: 0,000001%

A Espanha ainda pode chegar a 19 pontos.

Só tem um pequeno detalhe:

Alemanha e Bélgica são os adversários.

É aquela matemática que existe mais para não dizer que está eliminada da briga pelo G4 do que por acreditar realmente na classificação direta.

O objetivo real é o play-in.

Para isso, precisa pontuar e/ou torcer contra Gales e EUA. Caso contrário, pode acabar até eliminada.

Palpite: 3 pontos.

Cálculo final: 16 pontos e entra no play-in.

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🏴󠁧󠁢󠁷󠁬󠁳󠁿 GALES — 12 PONTOS

Chance de terminar no G4: NEM MILAGRE

Chance de play-in: 55%

Gales está em 11º, mas tem uma vantagem interessante: ainda enfrenta Tcheca e Suécia.

Ou seja, são dois confrontos diretos.

Se ganhar os dois, chega a 18 pontos e classifica para o play-in.

O problema é que, se for derrotado pela Tcheca, praticamente fica obrigado a ter que pontuar na última rodada para não ir para casa mais cedo.

E convenhamos: já basta a equipe ter que conviver com a maldição das suspensões do goleiro.

Palpite: 3 pontos.

Cálculo final: 15 pontos e play-in.

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🇺🇸 EUA — 11 PONTOS

Chance de play-in: 40% (ainda menor que o tarifaço)

Aqui a matemática é cruel.

Os EUA têm duas pedreiras restantes: contra a Bélgica e Turquia.

Se vencer uma, chega a 14.

Se perder as duas (a lógica), fica nos 11. A sorte é que seu saldo é bem melhor que o da Inglaterra, ainda.

Então, não existe meio-termo.

É vencer uma e classificar.

O problema é que a Bélgica e a Turquia ainda estão brigando pelo G4 e também precisam dos pontos.

Então o americano vai precisar fazer aquela coisa que mais gosta no Joga5:

Jogar, beber e torcer.

Cálculo final: 11 pontos e fica muito perto da eliminação.

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🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 INGLATERRA — 11 PONTOS

Chance de play-in: 20%

A Inglaterra tem apenas uma partida restante e, como se não bastasse isso, ela é contra a Romênia.

Uma vitória coloca os ingleses em 14 pontos.

Depois disso, começa a parte em que o matemático perde a vontade de viver.

Precisará secar Gales, Espanha e EUA e torcer para uma combinação muito específica.

Ainda existe possibilidade.

Mas é pequena.

Cálculo final: 11 pontos e fica pelo caminho.

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🇳🇱 HOLANDA — 0% DE CLASSIFICAÇÃO e 0% DE FÉ

Aqui não existe cálculo.

Não existe milagre.

Não existe VAR.

A Holanda está matematicamente eliminada.

São apenas três pontos em 12 jogos e incríveis 100 gols sofridos.

A última partida é contra a Tchecoslováquia.

Então o objetivo agora é simples:

não tomar o 101º.

É pouco?

É.

Mas pelo menos é uma meta alcançável.

E O QUE DIZ A CALCULADORA, MEU AMIGO SUJIRO KIMIMAMI?

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Se minhas contas não forem tão erradas quanto minha carreira acadêmica indica, a classificação final mais provável seria:

Quartas de final

🥇 🇺🇾
Uruguai — 39

🥈 🇩🇪
Alemanha — 30

🥉 🇨🇱
Chile — 26

4️⃣ 🇧🇪 Bélgica — 22

Play-in

5️⃣ 🇷🇴 Romênia — 21

6️⃣ 🇸🇪 Suécia — 21

7️⃣ 🇹🇷 Turquia — 19

8️⃣ 🇨🇿 Tchecoslováquia — 18

9️⃣ 🇮🇹 Itália — 16

🔟 🇪🇸 Espanha — 16

1️⃣1️⃣ 🏴󠁧󠁢󠁷󠁬󠁳󠁿 Gales — 15

1️⃣2️⃣ 🇺🇸 EUA — 11

Irão de base

1️⃣3️⃣ 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Inglaterra — 11

1️⃣4️⃣ 🇳🇱 Holanda — 3

Mas existe um detalhe importante:

do quinto ao décimo segundo, ninguém está seguro.

Um resultado muda duas, três, quatro posições.

A Romênia pode sonhar com quartas. A Suécia também. Turquia e Tcheca ainda podem subir. Itália e Espanha estão vivas. Gales e EUA dependem de tropeços alheios.

E no final, quando perguntarem quem calculou tudo isso ou se não gostaram dos meus cálculos, lembre-se:

SUJIRO KIMIMAMI

 

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